Vivências no mundo espiritual e seus mistérios:
Parte de crescer em um berço espírita é aprender a conviver com acontecimentos estranhos em sua vida o tempo todo. O único problema é quando você começa a se tornar um “acontecimento estranho” ambulante por si só.
Eu cresci em uma família umbandista. Então, desde muito jovem, a possibilidade de que eu me tornasse ateu sempre foi muito baixa, pois, quando pequeno, frequentemente via vultos, seres esquisitos, luzes e todo tipo de coisa que costuma desaparecer quando você olha mais atentamente. Naturalmente, depois que o medo inicial passa, (principalmente quando você entende que aquele fantasma do corredor era só um espírito precisando de ajuda), vem a curiosidade sobre o mundo oculto que nos permeia e que temos tanta dificuldade em compreender.
Quando eu tinha por volta dos meus 12 à 14 anos, vieram os primeiros chamados para que eu voltasse minhas atenções aos mundos mágicos que me rodeavam. Foi aí que, por algum acaso do destino, caí em um pequeno curso no YouTube sobre leitura da sorte e do destino em cartas comuns de baralho (e, como pode-se imaginar, foi paixão à primeira vista). Apesar de minha família ser umbandista, curiosamente, meu pai nunca aceitou muito bem as artes divinatórias dentro de casa (talvez por medo ou por algum preconceito). Então, por receio de como ele reagiria caso soubesse de meus interesses, sempre mantive meus estudos e aprendizados em segredo.
Mas, como a vida tem suas peculiaridades engraçadas, em pouco tempo comecei a fazer pequenas tiragens para minha mãe, com quem eu tinha mais proximidade e abertura. Foi nesse contexto que comecei a desenvolver esse meu lado místico mais profundamente, embora tenham havido grandes hiatos nesses períodos de desenvolvimento por motivos escolares e adolescentes (afinal, quem é que consegue focar em alguma coisa nessa idade, não é mesmo? ksks). Porém, uma vez que você ouve o chamado da magia pela primeira vez, ele nunca mais para, pelo menos não até que você comece a fazer o que é preciso… Lembro-me das tardes nubladas de domingo em que eu tinha uma súbita sede de conhecimento, e a única coisa que a saciava eram os livros de magia de minha mãe; de quando eu ficava horas lendo sobre mitologias gregas, celtas e nórdicas; ou até mesmo de quando eu ficava a tarde inteira contando e ouvindo as histórias dos meus amigos sobre fantasmas e coisas esquisitas que já tínhamos presenciado (alguns desses hábitos eu tenho até hoje ksks).
Com o tempo, e à medida que fui tendo diferentes experiências, acumulei uma bagagem de conhecimentos que me são essenciais até os dias de hoje, (não só pelos livros que tive o prazer de ler e adicionar à minha biblioteca mágica), mas também pelas minhas vivências físicas e espirituais. E agora, espero poder compartilhar algumas dessas experiências com vocês, nestes próximos dias, com esse novo quadro que venho trazer aqui!
Deixarei esses posts, onde contamos histórias e relatos do mundo espiritual, com a tag “Vivências Espirituais”. Será nesse espaço que eu e a Bruxa Calíope vamos compartilhar com vocês, queridos amigos, um pouco de nossas experiências esquisitas e vivências nos baralhos e caminhos mágicos da vida. Tenho a pretensão de trazer um quadro semelhante, porém só com os relatos dos leitores, então, se você tem algum relato mágico, fantasmagórico ou espiritual que queira compartilhar, manda lá no nosso email! De resto, espero que tenham gostado do breve relato até aqui e que fiquem de olho para as próximas histórias que iremos trazer.
Com amor.
Cigano Sahel.
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