A previsão da Sibilla Italiana!

O aviso que se tornou realidade!

Se tem uma coisa que sempre me surpreende é a precisão que a Sibilla Italiana tem — e sempre teve — para prever o futuro. Eu só não imaginava que isso também se aplicaria a mim…

O ano era 2020, pouco antes da fatídica pandemia. Na época, eu estudava em tempo integral em uma escola vizinha à minha cidade e não tinha muito tempo para me dedicar às artes mágicas. Os estudos consumiam toda a minha sanidade mental e não deixavam muito espaço para outras coisas. Eu chegava de manhã na escola, por volta das 7h30, e saía só às 15h30; porém, com os diversos trabalhos, textos, artigos e deveres de casa que eu tinha que fazer, a escola, de fato, só saía da minha vida pouco depois das 22h. O que mostra como eu realmente não tinha muito tempo para outras atividades.

Foi nesse contexto que eu fui para o meu segundo ano do ensino médio. O ano estava começando e alguns rumores sobre um novo vírus na China já começavam a se espalhar. Eu estava na fila da merenda quando, por acidente, o meu grupo de amigos começou a conversar com um outro grupinho que estava por perto. Falávamos sobre a demora da fila, sobre a fome e sobre o calor que fazia no dia. No meio desse grupo estavam três moças; elas eram amigas e tinham entrado há pouco tempo na escola, estando um ano atrás de mim e dos meus amigos.

Continuamos conversando durante algum tempo, até que, pelo acaso (ou por uma tentativa do destino em me preservar ksks), nossos grupos se separaram e não mais voltaram a se cruzar naquele intervalo. Até que, depois que o sino tocou, enquanto eu e meus amigos íamos voltando para a sala, uma das integrantes daquele grupinho nos encontrou e pediu meu número de telefone… Eu não sabia ali, mas selava meu destino no que se tornaria uma das fases mais difíceis da minha vida.

Começamos a conversar pelo celular e, claro, ao longo das conversas, ficou claro para o coração que havia algum tipo de interesse ali, mesmo que em um primeiro momento fosse só uma amizade… Como na época eu já lia Sibilla Italiana, resolvi, por curiosidade, perguntar ao sincero baralho o que ele achava de um futuro relacionamento, se eu deveria investir e o que eu poderia esperar de todo aquele sentimento que ia surgindo…

Lembro-me desse dia como se fosse ontem… Eu fui até meu armário, abri a gaveta de baixo e tirei o bauzinho de fibra de coco onde eu guardava meu baralho… desenrolei o pano que guardava as cartas, estiquei o tecido sobre a mesa, cumprimentei o oráculo e pedi ajuda dos ciganos para que eu tivesse algumas respostas…

Pedi, então, uma tiragem de 3 cartas, em passado–presente–futuro… Lembro-me pouco das cartas que falavam sobre o passado, devo confessar, mas nunca esquecerei a carta que apareceu para o futuro… Era o 9 de Espadas do baralho normal; já no sistema da Sibilla Italiana, era a carta da prisão.

A mensagem era clara: por mais que, no presente, a carta da soberba indicasse um bom começo, no futuro o relacionamento se tornaria tóxico, maçante e abusivo… Seria um ciclo vicioso, difícil de sair, algo que custaria anos para que conseguíssemos nos livrar e que seria regado à dependência emocional e brigas sem sentido… Naquele momento, eu parei, pensei e refleti. Disse para mim mesmo: “Não… não é possível, isso aqui não tem nada a ver…”. Agradeci então às cartas e fiz questão de esquecer o que tinha lido. Como eu era adolescente na época, o otimismo, o orgulho e a falta de experiência espiritual fizeram com que eu nem sequer levasse em consideração. Inventei alguma outra desculpa que pudesse justificar aquela carta, então segui com a vida.

E o tempo passou… A pandemia chegou e começamos a ter um relacionamento… Porém, o convívio era insuportável; brigas e discussões ocupavam todo o tempo de um relacionamento de 6 meses que parecia mais um casamento de 40 anos à beira de um divórcio.

O tempo passou e a situação apenas piorava. Chegamos a terminar algumas vezes, mas a dependência emocional e os ciclos viciosos sempre faziam as coisas voltarem — e sempre voltavam piores. Estávamos em uma prisão emocional. Algo difícil, pesado, denso, um lugar onde o amor já não fazia morada há muito tempo. E a situação foi sendo arrastada, atrasando a vida de todos. Nossos amigos viam que aquilo era ruim, tentavam nos alertar de todas as formas, mas estávamos cegos, entorpecidos pela soberba de querer fazer dar certo um relacionamento que nem deveria ter começado.

Até que, certa noite, depois de uma briga homérica, já cansado de ser humilhado pela moça, eu me lembrei das cartas… E fui até elas — mas não com a calma presente da primeira vez. Agora, o desespero tomava conta do meu coração e eu precisava de respostas. Eu me sentia cansado, esgotado e minha autoestima já havia sido completamente varrida pelos comentários que a moça fazia sobre mim e sobre meu corpo. E mais uma vez fiz uma tiragem: passado–presente–futuro. Perguntei mais uma vez qual seria o futuro do relacionamento e qual não foi a minha surpresa quando a vi mais uma vez posicionada para o futuro… o 9 de Espadas… a carta da prisão. Silenciosa… porém, mais pesada do que uma tonelada inteira. Naquele momento, entendi tudo. Entendi que este era um relacionamento que nem deveria ter começado, entendi que não havia um sentimento ali sobre o qual deveríamos lutar para manter, entendi os alertas dos amigos sobre a pessoa. Entendi que o que existia da minha parte não era recíproco da parte dela. Muito pelo contrário: as cartas diziam que a garota sempre tinha me visto como um amigo e que o relacionamento, para ela, era um fardo pesadíssimo de carregar… Apenas após muitas conversas com conhecidos e com profissionais, que pude perceber que a pessoa me manipulava e gostava de me manter por perto apenas para suprir suas necessidades de atenção.

Daquele dia em diante, tomei uma decisão que encerraria três longos anos da minha vida. Daquele dia em diante, resolvi terminar aquele relacionamento de uma vez por todas e me libertar das correntes que nós mesmos havíamos amarrado em torno de nossos pulsos. Naquele dia, venci a soberba que a carta do presente tinha me mostrado lá atrás… Pedi desculpas pelos erros, agradeci pelo tempo juntos, perdoei as falhas e saí, pela porta da frente, com dignidade… E nunca mais me permiti estar em um relacionamento onde os sentimentos de amor e carinho não fossem reais.

Graças à Sibilla e à espiritualidade, hoje sou mais forte, mais maduro, mais centrado… E sei exatamente o que espero e o que não espero de alguém em uma relação — seja ela familiar, romântica ou de amizade. E só tenho a agradecer por todas as bênçãos e livramentos que já tive até hoje.

Este, caros amigos leitores, é meu relato. É a minha história de como as cartas estiveram — e estão — presentes na minha vida até hoje, e do quão importantes elas foram para mim em um dos períodos mais difíceis da minha vida.

E você? Qual é o seu relato? Conta pra gente lá no e-mail (contato@cantodovale.com.br), que vamos adorar trazer e contar aqui pra vocês.

De resto, eu me despeço por aqui! Que os deuses abençoem a caminhada de vocês! E fiquem ligados para os próximos relatos… Pois… ainda temos muito mais para contá-los!

Att.

Cigano Sahel.

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